O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu o bloqueio do perfil de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social (Secom), na plataforma X, após a divulgação de fake news sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro em retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil. O pedido foi protocolado no dia 28 de setembro de 2026.
O MPE, que rejeitou o pedido de prisão preventiva de Marques, argumentou que é necessário interromper a “possível continuidade das infrações” relacionadas a fatos “sabidamente inverídicos” que podem influenciar o eleitorado. O promotor Paulo Roberto Binicheski solicitou medidas cautelares para evitar o uso de redes sociais por Marques, incluindo a proibição de criar novos perfis.
Investigação e Ações do MPE
O MPE também pediu que a plataforma X preserve registros digitais do perfil, incluindo publicações e republicações, para evitar a perda de provas. A investigação aponta indícios de crime do art. 323 do Código Eleitoral, que trata da divulgação de informações falsas durante a campanha eleitoral. Além disso, o MPE mencionou a conexão com crimes de incitação ao crime e associação criminosa.
Marques republicou ao menos dez mensagens sobre o tema no dia 25 de setembro de 2026. Em uma de suas postagens, ele afirmou: “Parem de divulgar retratação. Deixem o assunto rolar”. Questionado sobre as republicações, o servidor alegou que seu perfil é voltado para “política e humor” e que as postagens poderiam ter sido um “erro involuntário”.
Reações e Contexto Político
A Secom se manifestou, afirmando que a atividade de Marques foi realizada em um perfil pessoal e não representa a posição da Secretaria. A campanha de Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e está buscando ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para conter os danos causados pela disseminação das fake news.
Opinião
A situação revela a tensão política e a importância da veracidade nas informações durante o período eleitoral, destacando o papel do MPE em coibir abusos que possam influenciar o voto do eleitor.





