No dia 22 de setembro de 2023, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso na ONU que durou quase 40 minutos, onde voltou a ameaçar o uso de força militar na América Latina e no Caribe. Trump afirmou que as ações dos EUA na Venezuela demonstram que não permitirão mais que ameaças à América ganhem espaço no Hemisfério Ocidental. Ele declarou: “Se necessário, usaremos nosso poderio militar inigualável para garantir os interesses nacionais vitais dos EUA”.
O discurso de Trump ocorreu logo após a fala do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”. Durante sua fala, Trump fez referência à invasão da Venezuela em janeiro de 2023 e ao acordo petroleiro firmado com a presidente encarregada Delcy Rodríguez, que assegura controle de até 21% do petróleo da Venezuela a uma empresa ligada ao Pentágono. Ele descreveu essa invasão como uma guerra e comentou que poderia ser o maior negócio já realizado.
Além disso, Trump mencionou a retirada da Venezuela da lista de países que não combatem o narcotráfico, da qual estava excluída desde 2005. Ele também comparou os cartéis de drogas da América Latina ao ISIS, afirmando que acionou as Forças Armadas dos Estados Unidos para eliminá-los, descrevendo-os como o “ISIS do Hemisfério Ocidental”. Essa comparação tem sido usada por secretários de Estado dos EUA para justificar possíveis ações militares na região.
A delegação de Cuba protestou durante o discurso de Trump, se retirando do plenário da ONU. O presidente americano ainda se dirigiu ao México, mencionando suas boas relações com o governo de Claudia Sheinbaum, mas expressou preocupação com a violência dos cartéis no país, afirmando que o México deve retomar o controle de seu território.
Opinião
As declarações de Trump na ONU evidenciam uma postura agressiva dos EUA em relação à América Latina, levantando preocupações sobre possíveis intervenções e a soberania dos países da região.


