Eleições

Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família e gera polêmica a 17 dias das eleições

Lula anuncia reajuste de 15% no Bolsa Família e gera polêmica a 17 dias das eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um reajuste linear de 15,04% no valor dos benefícios do Bolsa Família nesta quinta-feira, 17 de setembro de 2026, a apenas 17 dias das eleições. A medida, que eleva a parcela mínima de R$ 600 para R$ 691, beneficiará 19,3 milhões de famílias e terá um custo de R$ 5,8 bilhões apenas em 2026.

Críticas e Desconfiança

O reajuste ocorre em um momento delicado para o presidente, que aparece atrás de Flávio Bolsonaro (PL) em pesquisas de intenção de voto. Em levantamento do PoderData, Bolsonaro tem 46% das intenções, enquanto Lula aparece com 44%. A situação se repete em outras pesquisas, como a da AtlasIntel, onde o senador alcança 47,2% e Lula 46,8%.

Além disso, o ministro Bruno Moretti havia negado a possibilidade de reajuste há apenas duas semanas, o que levanta questionamentos sobre a necessidade da medida. Moretti, ao apresentar o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, afirmou que não havia previsão de aumento, o que contrasta com o anúncio feito agora.

Desafios Fiscais

A Instituição Fiscal Independente (IFI) aponta um déficit de R$ 86,1 bilhões, o que torna a situação fiscal do país ainda mais complexa. O reajuste representa uma mudança de discurso do governo, que tentava controlar as contas públicas.

O aumento nas despesas públicas foi criticado por adversários políticos, como Flávio Bolsonaro, que chamou a medida de “ato de desespero” e afirmou que o presidente tenta enganar o eleitorado em um momento crítico. Renan Santos (Missão) também criticou o reajuste, considerando-o ilegal durante o período eleitoral.

Opinião

O reajuste do Bolsa Família, embora necessário para muitos, levanta questões sobre a responsabilidade fiscal e a ética nas eleições. A proximidade das eleições torna a medida ainda mais polêmica.