Eleições

Caiado pede inquéritos sobre Banco Master e critica STF antes das eleições

Caiado pede inquéritos sobre Banco Master e critica STF antes das eleições

O candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), expressou sua preocupação com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e seu potencial impacto nas eleições de 2026. Em entrevista ao Jornal da Record, Caiado destacou que os desdobramentos do caso Banco Master podem influenciar a decisão dos eleitores.

Caiado solicitou a abertura de inquéritos sobre o caso Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Ele acredita que é fundamental que os eleitores conheçam qualquer vínculo de candidatos com as investigações antes de votar.

“Você não pode trair a democracia. Se você não informa o que os candidatos têm de envolvimento, o eleitor vota e depois não pode recolher o voto. Isso é uma traição ao eleitor”, afirmou Caiado.

O candidato já encaminhou um pedido ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, para retirar o sigilo das investigações. Ele também defendeu a continuidade da análise sobre o suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes nas investigações relacionadas ao Banco Master.

Autonomia dos Governadores e Segurança Pública

Na área de segurança pública, Caiado defendeu uma maior autonomia para os governadores na definição de estratégias de combate à criminalidade. Ele argumentou que o governo federal deve concentrar sua atuação nos crimes de competência da União e que a autonomia dos estados é crucial.

Caiado propôs a criação de um Ministério da Segurança Pública integrado a diversas instituições, como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e a Receita Federal, com o objetivo de compartilhar informações e identificar empresas envolvidas em fraudes.

Críticas ao Contrato com ONG e à Proposta de Escala de Trabalho

O candidato também comentou sobre um contrato de R$ 141 milhões entre o governo de Goiás e uma ONG ligada ao PCC, afirmando que não tinha acesso às informações financeiras necessárias para identificar irregularidades. Ele associou a conivência do governo federal com o crime organizado à gestão do PT.

Caiado criticou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6 por 1, classificando-a como populista e desconectada das necessidades dos trabalhadores mais jovens, que buscam maior flexibilidade em suas jornadas de trabalho.

Opinião

A postura de Caiado em relação à crise no STF e suas propostas para a segurança pública revelam um candidato atento às demandas dos eleitores e à importância da transparência nas eleições.