O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou uma arguição de suspeição ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, contra o ministro André Mendonça, que ocupa a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O parlamentar solicita o afastamento cautelar de Mendonça até a diplomação dos eleitos em 2026, alegando parcialidade partidária.
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aguardam o cancelamento da sessão marcada para o dia 15 de setembro, onde o caso de Mendonça seria analisado. Na representação, Lindbergh argumenta que a atuação de Mendonça nas últimas semanas demonstra um viés político-eleitoral.
Detalhes da Arguição
O pedido de Lindbergh Farias menciona episódios que sustentariam sua tese, como um encontro reservado de Mendonça com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro antes de ele assumir a relatoria das investigações sobre o Banco Master. Além disso, destaca a abertura e divulgação de um procedimento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, e a manutenção inicial sob sigilo de uma investigação relacionada ao filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro.
O documento também cita declarações de ministros do STF. Gilmar Mendes afirmou que é “evidente” o viés político na condução de Mendonça, enquanto Alexandre de Moraes alegou ter testemunhas que confirmariam que Mendonça o incluiu na investigação por considerá-lo “a serviço de um grupo político”. Flávio Dino classificou o procedimento como uma “verdadeira investigação ilícita”. Mendonça, por sua vez, contestou as acusações.
Crise Institucional
A arguição de Lindbergh Farias ocorre em um contexto de crise institucional na Suprema Corte, marcada por disputas internas entre Mendonça e Moraes, o que tem gerado repercussões eleitorais, especialmente às vésperas das eleições presidenciais no Brasil.
Opinião
A situação envolvendo André Mendonça e Lindbergh Farias revela a tensão política atual e a necessidade de transparência nas decisões do TSE, especialmente em um ano eleitoral.





