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China enfrenta desaceleração econômica enquanto exportações de alta tecnologia disparam

China enfrenta desaceleração econômica enquanto exportações de alta tecnologia disparam

A China está passando por uma desaceleração econômica, mas sua capacidade exportadora continua a avançar. O consumo interno e os investimentos estão em queda, enquanto a produção industrial se mantém forte, resultando em mega-superávits comerciais.

Após o estouro da bolha imobiliária em 2021, o governo chinês buscou substituir o motor do crescimento, das exportações para o consumo interno, mas isso ainda não se concretizou. Em agosto de 2025, o varejo cresceu apenas 0,4%, uma leve queda em relação ao mês anterior. Os investimentos, por sua vez, caíram 7,2% nos primeiros oito meses do ano, marcando uma tendência preocupante.

Exportações e Superávit Comercial

Apesar da desaceleração, o PIB da China avançou 4,3% no segundo trimestre de 2025, embora abaixo da expectativa de 4,5%-5%. O superávit comercial do país alcançou impressionantes US$ 1,2 trilhão em 2025, impulsionado por um crescimento nas exportações de produtos de alta tecnologia. A China se tornou um líder nesse setor, competindo com vantagens nos mercados globais, mesmo diante de desafios como a depreciação do yuan, que é estimada entre 20% e 35%.

Impacto da Desvalorização do Yuan

A desvalorização do yuan tem sido uma estratégia para enfrentar o protecionismo tarifário, especialmente por parte dos Estados Unidos. Essa medida, embora tenha ajudado a aumentar as exportações, também pressiona os salários domésticos e o consumo. Com a China produzindo quase 75% dos veículos elétricos vendidos no mundo, o país está se posicionando como um fornecedor essencial em um mercado em crescimento.

Desafios Futuros

Os desafios permanecem, com os países desenvolvidos, incluindo Estados Unidos e Europa, implementando tarifas para proteger suas economias. A forte depreciação do yuan pode criar desequilíbrios futuros, afetando a capacidade de consumo interno e aumentando os custos de produção. A nova onda exportadora, chamada de “China Shock 2.0“, representa uma estratégia dos líderes de Pequim para consolidar sua posição no mercado global, enquanto os problemas internos podem ser abordados em um segundo momento.

Opinião

A situação econômica da China exige atenção, pois, enquanto as exportações prosperam, a fragilidade do consumo interno pode se tornar um desafio significativo no futuro.