Os registros oficiais de chuvas na capital paulista confirmam que setembro de 2023 é o mês mais chuvoso desde o início das medições, em 1943. De acordo com o governo do estado, até as 9h do dia 14 de setembro, foram contabilizados 253,8 milímetros (mm) de precipitação, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Mirante de Santana, zona norte da cidade.
O recorde anterior, de 243,1 mm, havia sido registrado em 1983. A média de chuvas para setembro na região é de apenas 83,3 mm, o que torna o volume atual ainda mais alarmante. Em comparação, outros anos considerados excepcionalmente chuvosos foram 1957, com 197,2 mm; 1993, com 206,7 mm; e 2015, com 201,7 mm.
Chuvas em outras regiões
Além da capital, outras regiões do estado também enfrentaram volumes recordes de precipitação. A região de Campinas registrou 257,2 mm entre os dias 1º e 13 de setembro, o que equivale a 3,1 vezes a média mensal de setembro, estabelecendo um novo recorde desde o início da série em 1961. Em Registro, que sofreu alagamentos severos, foram contabilizados 185,3 mm até o dia 13, enquanto São José dos Campos acumulou 161 mm, o que representa 2,1 vezes a média mensal de 76 mm.
Previsão e riscos
A previsão para os próximos dias indica um enfraquecimento do sistema de chuvas, mas ainda há expectativa de pancadas isoladas. As temperaturas devem cair em todo o estado devido à maior nebulosidade e à entrada de ar mais frio. Embora a chuva de quarta-feira (14) seja fraca e restrita ao litoral, o risco de alagamentos e deslizamentos permanece elevado, uma vez que o solo está encharcado. Em algumas áreas do Sul do estado, como Eldorado e Barra do Turvo, bairros ainda enfrentam alagamentos.
Opinião
O recorde de chuvas em setembro destaca a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura para mitigar os efeitos das intempéries nas cidades.





