A Polícia Federal encontrou aproximadamente 670 garrafas de vinhos e espumantes de alto valor na casa do empresário Thiago Miranda Silva durante a 10ª fase da Operação Compliance Zero, realizada em 9 de julho de 2023. Entre as bebidas apreendidas, estavam 10 garrafas do vinho Petrus, avaliadas em cerca de R$ 95 mil cada, totalizando um valor aproximado de R$ 950 mil para toda a coleção.
Investigação e Campanha nas Redes Sociais
A Polícia Federal investiga Thiago Miranda e sua agência por suspeitas de articularem uma campanha nas redes sociais contra o Banco Central e em defesa do Banco Master e do banqueiro Daniel Vorcaro. A agência teria contratado influenciadores para atacar o Banco Central e perseguir jornalistas, além de preparar um dossiê contra Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco.
Depósito e Propriedade dos Vinhos
Parte das bebidas apreendidas seria de propriedade de Fernando Cavalcanti, que já foi investigado em outra fase da Operação Sem Desconto. Segundo a PF, Cavalcanti era o “depositário fiel dos vinhos”, o que significa que não poderia vender ou transferir as bebidas sem autorização judicial. Thiago Miranda afirmou que algumas garrafas foram adquiridas de Cavalcanti, e agora ele foi designado como o novo fiel depositário da coleção.
Decisão do Ministro André Mendonça
O ministro André Mendonça pediu um maior aprofundamento sobre as garrafas, ressaltando a necessidade de uma análise mais detalhada para compreender a situação. Até o momento, a PF não identificou uma vinculação direta entre as bebidas de luxo e os crimes financeiros investigados no Banco Master.
Opinião
A apreensão de garrafas de vinhos de alto valor levanta questões sobre a relação entre bens de luxo e crimes financeiros, exigindo uma investigação minuciosa.





