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Samsung revela como o Galaxy Watch detecta sono e atividade física com precisão

Samsung revela como o Galaxy Watch detecta sono e atividade física com precisão

As luzes que piscam na parte de trás do Galaxy Watch parecem simples, mas fazem parte de um sistema avançado que transforma sinais invisíveis do corpo em informações compreensíveis. Esse smartwatch é capaz de saber quando o usuário está dormindo e estimar a frequência cardíaca, a oxigenação do sangue e os movimentos do corpo.

Por trás desses recursos, uma combinação de sensores ópticos, acelerômetro, giroscópio e algoritmos de inteligência artificial trabalha em conjunto. Segundo Otávio Penatti, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em IA para saúde e bem-estar no centro de P&D da Samsung no Brasil, a interpretação dos dados coletados é fundamental para entender se o usuário está dormindo, correndo ou em sono REM.

Como funciona a fotopletismografia?

Um dos principais sensores do Galaxy Watch utiliza a fotopletismografia (PPG) para estimar a frequência cardíaca. O relógio emite luz sobre a pele e analisa como ela é absorvida e refletida pelos tecidos. O sangue interfere nessa resposta óptica, permitindo que o smartwatch detecte variações no volume sanguíneo relacionadas aos batimentos cardíacos.

Além disso, outros comprimentos de onda, como o vermelho e o infravermelho, ajudam a estimar a oxigenação do sangue (SpO₂). Penatti destaca: “As luzes utilizadas pelo sensor óptico permitem acompanhar alterações no fluxo sanguíneo por meio da fotopletismografia, ou PPG.”

Monitoramento contínuo com o Sensor BioActive

O Sensor BioActive do Galaxy Watch monitora continuamente dados biométricos, enquanto o acelerômetro e o giroscópio identificam movimentos e mudanças de posição do pulso. Esses sensores são essenciais para entender se o usuário está em atividade física ou em repouso.

Durante uma corrida, por exemplo, o pulso apresenta movimentos repetitivos e a frequência cardíaca tende a aumentar. A combinação de dados permite que o algoritmo reconheça quando o usuário está se exercitando, ao invés de interpretar cada alteração como um movimento aleatório.

Como o relógio identifica o sono?

O Galaxy Watch não conclui que alguém está dormindo apenas porque a pessoa está parada. Para estimar o início e o fim do sono, o relógio combina movimentação com sinais fisiológicos. O acelerômetro detecta mudanças de posição e pequenos movimentos, enquanto o sensor óptico acompanha a frequência cardíaca.

Os algoritmos analisam esses sinais ao longo do tempo, buscando padrões associados ao sono. “Nossos algoritmos para estimar as sessões de sono possuem elementos para aprender as sutilezas de movimentação que diferenciam alguém que está dormindo de alguém que está praticamente imóvel por longos períodos”, explica Penatti.

Identificando estágios do sono

Após identificar uma sessão de sono, o sistema do Galaxy Watch tenta determinar em quais estágios do sono o usuário passou a noite. O sono é dividido em sono leve, profundo e REM, cada um com características fisiológicas e comportamentais distintas.

O relógio não mede diretamente a atividade elétrica do cérebro, mas observa sinais indiretos associados a cada estágio. “Esses dados são analisados em conjunto para identificar padrões associados às diferentes fases do sono”, complementa Penatti.

O papel da inteligência artificial

A inteligência artificial é crucial para transformar a grande quantidade de dados coletados pelos sensores em informações úteis. O aprendizado de máquina é treinado para reconhecer padrões entre movimentação, frequência cardíaca e outros sinais fisiológicos. A solução de classificação dos estágios do sono foi desenvolvida a partir de um conjunto amplo de dados, incluindo mais de 1.500 noites de sono.

“A inteligência artificial tem um papel importante na transformação dos dados capturados pelos sensores em informações que façam sentido para o usuário”, conclui Penatti.

Opinião

A tecnologia do Galaxy Watch representa um avanço significativo na monitorização da saúde, mas é importante lembrar que os dados devem ser interpretados como estimativas e não como diagnósticos clínicos.