O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, se reuniram para discutir a crise no STF em um encontro restrito antes de um evento no Palácio do Planalto na última sexta-feira. A reunião, que durou cerca de meia hora, contou também com a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Discussão sobre a crise no Supremo
Durante a reunião, Lula e Fachin abordaram a situação crítica que atinge a Corte, embora não tenham se aprofundado em soluções concretas. Fachin enfatizou que não deve haver precipitação e que as decisões devem seguir os prazos jurídicos. Lula, por sua vez, ressaltou a importância de dar respostas à sociedade sobre a crise.
Relatórios de inteligência e irregularidades
Na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes enviou a Fachin relatórios de inteligência da Polícia Federal que indicam supostas irregularidades cometidas por André Mendonça na condução de investigações, incluindo indícios de improbidade administrativa e abuso de autoridade. Mendonça foi mencionado como um dos principais atores da crise, mas sua situação foi discutida de forma lateral durante o encontro.
Encontro no evento e tensões internas
O evento no Planalto também marcou o encontro entre Jorge Messias, advogado-geral da União, e Andrei Rodrigues. Messias, que foi citado nos relatórios usados por Moraes contra Mendonça, acredita que a Polícia Federal tenha se vingado de sua recusa em atender um pedido da corporação. Nos bastidores, Messias aponta uma aliança entre Moraes, o ministro Flávio Dino e Rodrigues para desgastá-lo.
Opinião
A reunião entre Lula e Fachin reflete a complexidade da crise no STF, que envolve não apenas questões jurídicas, mas também tensões políticas que podem impactar a estabilidade da Corte.





