Produtores rurais afetados por eventos climáticos ou condições excepcionais agora têm uma nova oportunidade de renegociar dívidas. Em uma reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, no dia 4 de outubro, uma medida que amplia as possibilidades de refinanciamento de débitos para agricultores, pecuaristas e cooperativas agropecuárias que enfrentaram dificuldades devido a eventos adversos.
Prazo e condições da renegociação
A decisão permite a composição de dívidas que não se enquadraram nas regras da Resolução CMN 5.330, aprovada em julho, por questões operacionais. O prazo para contratar a recomposição de dívidas vai até 12 de novembro, abrangendo débitos com vencimento entre 15 de agosto e a data de publicação da nova resolução.
Operações prorrogadas até 2026
As operações poderão ser prorrogadas até 31 de maio de 2026. O CMN também autorizou as instituições financeiras a oferecerem linhas de crédito com recursos livres para a recomposição de dívidas rurais não cobertas pela Resolução 5.330, desde que a análise de crédito seja aprovada. A nova classificação de risco será aplicada, com garantias podendo ser reavaliadas.
Tratamento especial para fundos constitucionais
Além disso, o CMN estabeleceu um tratamento específico para operações com recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO). A medida oferece uma classificação de risco mais favorável para operações renegociadas, especialmente aquelas contratadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).
Objetivo da medida
A nova regra foi criada após o CMN identificar que muitos produtores que atendiam aos critérios para renegociação não conseguiram acessar as linhas de crédito devido a problemas operacionais. Essa medida visa apoiar produtores e cooperativas afetados por eventos climáticos, conforme estipulado na Medida Provisória (MP) 1.376, que foi editada em julho.
O papel do CMN
O Conselho Monetário Nacional é responsável por formular diretrizes das políticas monetária, creditícia e cambial do Brasil. Sob a presidência do ministro da Fazenda, Dario Durigan, o CMN também conta com a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.
Opinião
A ampliação das regras de renegociação é um passo importante para dar suporte aos produtores rurais, que enfrentam desafios significativos devido a eventos climáticos. Essa medida pode oferecer um alívio necessário para muitos que estão em dificuldades financeiras.





