O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira que, caso o Federal Reserve (Fed) não reduza a taxa de juros, ele interromperá o comércio com países que apresentam déficit em relação aos EUA. Em uma postagem nas redes sociais, Trump enfatizou: “A taxa de juros alta coloca os EUA em uma desvantagem muito injusta, e eu não vou permitir que isso aconteça!”
O republicano também criticou a diretoria do Fed, liderada por Kevin Warsh, pedindo que eles “ajam com mais inteligência”. A pressão de Trump ocorre em um contexto onde as apostas para uma possível alta da taxa de juros na reunião do Fed, marcada para os dias 15 e 16 de setembro, aumentaram após a divulgação de dados do mercado de trabalho.
Dados do Mercado de Trabalho
De acordo com o relatório do Departamento do Trabalho, a economia dos EUA criou 162 mil empregos em agosto, superando as expectativas do mercado, que esperava apenas 53 mil. A taxa de desemprego se manteve em 4,1%, o mesmo patamar de julho e em linha com as estimativas. Além disso, o salário médio por hora foi de US$ 37,75, apresentando um aumento de 0,3% em relação ao mês anterior.
As revisões dos dados anteriores também foram significativas. O número de empregos criados em junho foi ajustado de 20 mil para 31 mil, enquanto a variação de julho passou de uma perda de 23 mil para uma abertura de 21 mil. Com essas revisões, o total de empregos criados em junho e julho soma agora 55 mil.
Expectativas Futuras
Sobre os dados do mercado, Trump comentou que “um país forte significa taxas de juros mais baixas”. A pressão do presidente se intensifica em um momento crítico para a economia americana, enquanto o Fed se prepara para sua próxima reunião.
Opinião
A postura de Trump em relação ao Fed reflete a tensão entre política e economia, levantando questões sobre a independência do banco central e suas implicações para o futuro econômico dos EUA.





