Emerson Miguel Pietriv, conhecido como Boca Aberta, e sua esposa, Mara de Fátima Ribeiro, condenados por ofensas a vereador em Londrina. A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal de Londrina.
O ex-deputado federal, que é candidato ao mesmo cargo nas eleições de 2026, foi condenado a 16 anos, 7 meses e 15 dias de detenção por desacato contra o vereador Claudi Pereira dos Santos, conhecido como Santão. Já Mara Boca Aberta recebeu uma pena de 6 meses de detenção.
Ofensas e Decisão Judicial
As ofensas ocorreram entre maio e junho de 2025, quando o casal atacou servidores públicos e o procurador-geral da Câmara Municipal de Londrina. Boca Aberta utilizou redes sociais para publicar ofensas, acumulando cerca de 24 injúrias e 13 calúnias contra o vereador e seus assessores.
Durante o processo, o juiz Juliano Nanuncio destacou que a liberdade de expressão deve respeitar a dignidade das pessoas e não pode ser utilizada como justificativa para ofensas. A pena de Boca Aberta deve ser cumprida em regime semiaberto, e ele deverá manter distância mínima de 500 metros das vítimas.
Reação da Defesa
A defesa de Boca Aberta, representada pelo advogado Benedito Silva Júnior, afirmou que irá recorrer da decisão, alegando que a condenação é desproporcional e que o ex-deputado é vítima de perseguição política. Eles argumentam que a pena imposta supera a prevista para crimes mais graves, como o tráfico de drogas.
Além disso, a defesa mencionou que o vereador Santão já foi condenado anteriormente a pagar R$ 20 mil por danos morais a Mara Boca Aberta e que Claudinei responde a ação penal por abuso de autoridade.
Opinião
A condenação de Boca Aberta e sua esposa levanta questões sobre os limites da liberdade de expressão no contexto político, além de evidenciar a complexidade das relações entre figuras públicas e a justiça.





