O Irã e seus vizinhos árabes entraram em um novo ciclo de violência nesta quarta-feira, com a maior troca de ataques entre Teerã e Washington desde julho. As forças americanas atacaram a costa sul do Irã, enquanto o país respondeu com disparos contra bases dos Estados Unidos no Bahrein, Jordânia, Kuwait e Iraque, com o objetivo declarado de expulsar os americanos da região.
Mortes em ataque a casamento
O Irã acusou os EUA de realizar um ataque que atingiu uma festa de casamento em Sirik, resultando em cinco mortos, incluindo uma criança de quatro anos, e dezenas de feridos. A mídia iraniana informou que o ataque deixou um total de pelo menos 12 mortos, com imagens de crianças feridas sendo divulgadas. Autoridades iranianas compararam o incidente a um ataque anterior que deixou 160 mortos.
Reação militar e tensões no Oriente Médio
O Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) confirmou que atingiu defesas aéreas e instalações da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Em resposta, as Forças Armadas da Jordânia interceptaram 13 mísseis, dos quais 10 foram derrubados. No Kuwait, um ataque com mísseis e drones atingiu a Base Aérea Ali Al Salem, mas não resultou em vítimas.
O Catar responsabilizou o Irã pelos ataques e suas consequências, enquanto o Bahrein confirmou a interceptação de drones iranianos. O Irã também afirmou que dois petroleiros foram atingidos por minas enquanto tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.
Impactos econômicos e declarações de líderes
A retomada dos ataques aéreos fez com que os preços do petróleo voltassem a níveis não vistos desde julho, aumentando a pressão econômica global. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que a vitória estava próxima, apesar das dificuldades enfrentadas pelas forças americanas e pela economia iraniana, que continua a sofrer com as sanções.
Opinião
O aumento das hostilidades entre Irã e EUA gera preocupações sobre a estabilidade da região e suas consequências econômicas globais, com um impacto direto nos preços do petróleo.





