Eleições

CNC e 34 federações alertam sobre riscos do fim da escala 6×1 antes da votação

CNC e 34 federações alertam sobre riscos do fim da escala 6x1 antes da votação

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e suas 34 federações e sindicatos filiados lançaram uma campanha nacional contra o fim da escala 6×1. A mobilização ocorre às vésperas da votação do relatório do senador Omar Aziz, prevista para 2 de setembro de 2026. As entidades alertam para os riscos de aprovar uma mudança tão significativa sem consenso, especialmente em um período próximo às eleições.

Impactos da mudança na jornada de trabalho

Mais de 90% da mão de obra do setor terciário trabalha atualmente no regime 6×1, e a CNC sustenta que uma alteração abrupta nas regras trabalhistas pode elevar significativamente os custos operacionais e resultar em redução de vagas e aumento da informalidade. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, criticou a pressa na discussão de mudanças constitucionais nas relações de trabalho, afirmando que decisões dessa magnitude precisam ser analisadas com cuidado.

Pressões adicionais sobre o varejo

A CNC também destaca a votação do fim da chamada “taxa das blusinhas”, marcada para 31 de agosto de 2026, como um fator que aumenta a pressão sobre o varejo nacional. A entidade argumenta que, além da necessidade de um debate mais aprofundado sobre as condições de trabalho, as mudanças propostas devem ser discutidas sem a influência do calendário eleitoral.

Apelo por cautela e diálogo

As entidades pedem cautela antes de aprovar mudanças nas regras do trabalho, ressaltando que a discussão deve ser ampla e incluir a análise dos impactos sobre empresas, trabalhadores e consumidores. Tadros enfatizou que a mudança nas jornadas deve ser negociada por meio de convenções coletivas, preservando a autonomia das negociações e respeitando as particularidades de cada setor e região.

Opinião

É essencial que as mudanças nas regras do trabalho sejam discutidas com responsabilidade e análise técnica, evitando decisões apressadas que possam impactar negativamente o mercado de trabalho e a economia.