Internacional

Consórcio Nordeste busca investimentos na COP17 para revitalizar a Caatinga

Consórcio Nordeste busca investimentos na COP17 para revitalizar a Caatinga

Representantes do Consórcio Nordeste, que envolve os nove estados da região, estão em Ulaanbaatar, na Mongólia, em busca de recursos para projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma Caatinga. A delegação nordestina participará de eventos e reuniões com organismos financeiros e bancos multilaterais ao longo da última semana da 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17).

Eventos e Apresentações

No dia 24 de outubro, o Consórcio participou de um painel no Pavilhão Brasil, no espaço oficial da conferência, com o Banco Mundial e o Mecanismo Global das Nações Unidas. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste também estiveram presentes.

Para o dia 25 de outubro, está prevista a apresentação do recaatingamento como estratégia integrada de restauração ecológica, adaptação climática e desenvolvimento territorial sustentável. O recaatingamento é um método de convivência com o semiárido, baseado nos conhecimentos e participação das populações locais para recuperar áreas degradadas e conservar a biodiversidade do bioma.

Planos e Projetos

Outra estratégia de integração regional em destaque é o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica (PTE-NE), que articula proteção ambiental, competitividade econômica, inclusão social, inovação tecnológica e fortalecimento institucional. Os projetos do plano que serão apresentados para captação de financiamentos envolvem a adaptação diante da seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso e dessalinização descentralizada.

O Consórcio também espera atrair investimentos para o Fundo Caatinga, tido pelos governantes como um meio de centralização dos recursos regionais e redução do custo de transação que recai sobre cada projeto individualmente.

Linhas de Ação

Nas agendas bilaterais com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA-ONU) e o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics), serão destacadas três linhas que orientam os projetos. A primeira é a segurança hídrica como infraestrutura de adaptação, que reúne dessalinização, poços solares, reuso e conservação de mananciais, com engenharia conhecida e forte aderência às metas de neutralidade da degradação da terra.

A segunda envolve transição energética e industrialização de baixo carbono, com exemplos de centros de hidrogênio verde e combustíveis renováveis já estruturados em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE).

Além disso, a restauração da terra e a bioeconomia da Caatinga, a partir do recaatingamento, viveiros de grande porte e cadeias produtivas da agricultura familiar também são abordados.

Opinião

A busca por investimentos na COP17 é uma oportunidade crucial para o desenvolvimento sustentável da região Nordeste e a preservação da Caatinga.