Internacional

Apagão em 14 de agosto afeta Quirguistão e Cazaquistão e gera investigação

Apagão em 14 de agosto afeta Quirguistão e Cazaquistão e gera investigação

Os planos da Ásia Central de ampliar a conectividade energética estão sob monitoramento após um apagão atingir quatro países no dia 14 de agosto. A interrupção na geração de cerca de 600 megawatts no Quirguistão foi seguida por cortes de energia em todo o sistema interligado, deixando vastas áreas do Cazaquistão, Uzbequistão e Tajiquistão sem eletricidade por até algumas horas.

Impactos e Investigações

O apagão levanta dúvidas sobre a capacidade da região de conter perturbações em um momento em que a demanda por refrigeração dispara. O ex-assessor do ministro de Energia do Cazaquistão, Olzhas Baidildinov, destacou que essa falha ocorreu fora do padrão, já que incidentes semelhantes costumavam acontecer apenas no inverno. O Ministério de Energia do Quirguistão informou que dois geradores da usina hidrelétrica de Toktogul sofreram uma interrupção momentânea, mas rejeitou a responsabilidade pelo que se seguiu.

A operadora cazaque Kegoc afirmou que a perda de carga do lado quirguiz gerou um desequilíbrio em seu sistema de distribuição. Ambos os países abriram investigações separadas para apurar as causas do apagão.

Desafios Energéticos na Região

O Banco Mundial está financiando a implementação de um mercado regional de energia com duração de 10 anos, visando reforçar a segurança energética. O Cazaquistão consumiu 1,5 bilhão de kWh a mais do que gerou no ano passado e tem como meta suprir a demanda internamente até 2027.

Enquanto isso, o Uzbequistão enfrenta um desafio semelhante, com cerca de 10% da demanda não atendida, segundo o Banco Mundial. Em meio a esse cenário, projetos de data centers em ambos os países estão em andamento, como o data center da DataVolt em Tashkent, previsto para entrar em operação até o fim do ano, e o projeto ‘Data Center Valley’ no Cazaquistão, que pode estar pronto até junho de 2024.

Opinião

A situação atual revela a fragilidade da infraestrutura energética na Ásia Central e a necessidade urgente de investimentos e melhorias para garantir a resiliência do sistema diante de demandas crescentes.