Eleições

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Dario Durigan e Lula por uso de recursos públicos

Flávio Bolsonaro aciona TSE contra Dario Durigan e Lula por uso de recursos públicos

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegando uso indevido da estrutura pública em atividades eleitorais.

A ação, que terá o ministro André Mendonça como relator, alega que Durigan acumula a função de ministro da Fazenda com a de porta-voz econômico da candidatura de Lula. Isso levanta dúvidas sobre a utilização de recursos públicos em compromissos eleitorais.

Investigação sobre Financiamento

A campanha solicita que o TSE investigue quem financiou viagens, deslocamentos, hospedagens e assessores envolvidos nas atividades questionadas. A representação afirma que “a estrutura do Ministério da Fazenda não pode ser colocada a serviço da atuação eleitoral de seu titular”.

A ação cita artigos da Lei das Eleições que proíbem o uso de bens e serviços públicos em benefício de candidatos. Para os representantes de Flávio, a coincidência entre compromissos oficiais e atividades relacionadas à candidatura de Lula apresenta indícios que precisam ser esclarecidos pela Justiça Eleitoral.

Participação em Eventos e Entrevistas

Um dos principais fatos mencionados ocorreu no dia 17 de agosto, durante a 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo. A participação de Durigan foi apresentada como uma oportunidade para expor as diretrizes econômicas de um possível quarto mandato de Lula.

A campanha também questiona uma entrevista de Durigan a uma rádio, que foi apresentada como compromisso funcional, mas a emissora o descreveu como “porta-voz para assuntos econômicos do plano de governo do presidente Lula”.

Pedido de Apuração

A campanha pede que a presidência da República, o Ministério da Fazenda e os órgãos responsáveis por logística apresentem registros dos compromissos de Durigan desde 20 de julho de 2026. Ao final da apuração, a defesa de Flávio quer que o TSE reconheça eventual violação da Lei das Eleições e aplique as sanções cabíveis.

Opinião

A ação de Flávio Bolsonaro levanta questões importantes sobre a separação entre a administração pública e as campanhas eleitorais, refletindo um cenário de tensão política.