No recente debate da Band, os três participantes somam apenas 10% das intenções de voto, evidenciando a irrelevância de suas candidaturas. Renan Santos, do Missão, destacou-se pela agressividade, chegando à emissora segurando fraldas com os nomes de Lula e Flávio. Durante o debate, chamou o presidente da República de ‘bêbado’ e fez comentários depreciativos sobre o senador do PL do Rio, referindo-se a ele como ‘cagão’ e ‘idiota’.
A ausência de Lula e Flávio no embate parece ter sido justificada pelo comportamento de Santos. O candidato do Avante, Augusto Cury, adotou uma postura mais contida, mencionando que 30% dos brasileiros estão com burnout e criticando a agressividade de Renan. Cury, que se posicionou como um psiquiatra na disputa, ressaltou a importância de respeitar os neurodivergentes.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, candidato do PSD, apresentou propostas, como o confisco dos bens dos autores de feminicídio, mas não conseguiu escapar do tom voluntarista, afirmando: ‘Me deem o poder que eu resolvo.’ O debate teve pouca interação entre as propostas, resultando em um confronto que mais parecia um monólogo de cada candidato.
Renan, ao se opor à escala 5×2, foi contraditado por Cury, que defendeu que essa escala atende a muitos que enfrentam burnout. O debate, que prometia ser um espaço de troca de ideias, acabou se tornando um palco para ataques pessoais e pouca substância. Cury, mantendo seu tom de autoajuda, disse: ‘A vida é breve e bela como uma gota de orvalho.’
Opinião
O debate da Band, marcado por ofensas e pouca troca de propostas, evidencia a necessidade de um diálogo mais construtivo entre os candidatos, que deve ser priorizado nas próximas discussões.





