O primeiro encontro na TV entre os candidatos presidenciais de 2026, realizado em 23 de outubro de 2023 pela Band, foi marcado por críticas e um clima de esvaziamento. Os candidatos Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) se dirigiram ao eleitor, mas o debate foi considerado o mais esvaziado desde 1989.
Durante o evento, os candidatos atacaram principalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que não compareceu. Cury, por exemplo, chegou a destacar a agressividade de Renan, que usou termos fortes para se referir ao presidente e ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
Propostas e Divergências
No segundo bloco do debate, Renan Santos se posicionou contra o fim da escala de trabalho 6 X 1, enquanto Augusto Cury defendeu uma jornada semanal com duas folgas remuneradas, citando o burnout dos trabalhadores. Renan contra-argumentou, mencionando países como China e Índia que não estão reduzindo a jornada de trabalho.
O ex-governador de Minas, Romeu Zema, do Novo, também não esteve presente, e os candidatos ignoraram sua ausência, focando em roubar votos uns dos outros. Caiado, por sua vez, centrou suas falas em segurança e educação, destacando sua gestão em Goiás e propondo metas para o setor.
Críticas à Ausência de Lula
No final do debate, a indignação pela ausência de Lula e Flávio Bolsonaro foi evidente. Caiado sugeriu uma alteração na lei eleitoral para obrigar a participação de todos os candidatos em debates, uma proposta que foi imediatamente apoiada por Renan. O clima de confronto foi palpável, com Renan atacando os ausentes e fazendo referências negativas a Flávio Bolsonaro.
Opinião
O debate, embora tenha gerado algumas críticas e propostas, deixou a desejar em termos de conteúdo e troca de ideias, refletindo um cenário político ainda em busca de propostas concretas.





