Economia

Marinha do Brasil lidera gastos militares com projeto nuclear e cai investimento em caças

Marinha do Brasil lidera gastos militares com projeto nuclear e cai investimento em caças

O programa nuclear da Marinha do Brasil alcançou um marco histórico ao liderar os investimentos militares em 2025, recebendo R$ 1,4 bilhão, um aumento significativo em comparação aos R$ 311 milhões investidos em 2024. Esse valor foi direcionado ao aprimoramento do domínio do ciclo do combustível nuclear, à implantação do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica e ao desenvolvimento do reator do submarino Álvaro Alberto, o primeiro submarino nuclear do Brasil.

Em contraste, o investimento em caças Gripen, que lideravam os gastos militares desde 2016, caiu drasticamente de R$ 1,6 bilhão para R$ 965 milhões. A redução se deve ao atraso no ritmo de entrega dos aviões, com apenas 11 caças entregues até 2024, enquanto a previsão inicial era de 36 entregas até o mesmo ano. O último caça Gripen está previsto para ser entregue apenas em 2032.

Gastos militares em alta

O gasto militar total do Brasil subiu para US$ 23,9 bilhões em 2025, representando um aumento de 13% em relação ao ano anterior. Esse montante é mais de quatro vezes a média mundial, conforme dados do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo. Além disso, uma parte significativa desse gasto é destinada ao pagamento de militares inativos, que aumentou de R$ 50 bilhões para R$ 60,7 bilhões entre 2020 e 2025, uma alta de 21,4%.

Opinião

A crescente prioridade do projeto nuclear da Marinha levanta questões sobre a alocação de recursos em um contexto de aumento de despesas com militares inativos e queda nos investimentos em aviação militar.