A Receita Federal, em parceria com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), deflagrou a Operação Conto da Sorte no dia 18 de agosto de 2026. A ação visa combater um esquema de exploração irregular de apostas e investigar possíveis crimes tributários, financeiros e de lavagem de dinheiro.
A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. Além disso, foram apreendidos bens e direitos que podem chegar a até R$ 145 milhões.
Investigação de Crimes e Apostas Ilegais
As investigações revelaram que várias empresas de apostas estavam operando sem a autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda. Essas empresas movimentaram bilhões de reais, e o grupo investigado criou dezenas de empresas para explorar jogos de azar, utilizando terceiros sem capacidade econômica aparente para ocultar os verdadeiros controladores.
Indícios de movimentação financeira incompatível e possível sonegação fiscal foram identificados, além de lavagem de dinheiro através da aquisição de imóveis. A atuação da Receita Federal incluiu análise fiscal, verificação do funcionamento das empresas envolvidas e avaliação da capacidade econômico-financeira dos sócios.
Impactos Sociais das Apostas Ilegais
O Secretário Especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou os impactos sociais das apostas ilegais, afirmando que elas drenam recursos da economia popular e prejudicam as famílias brasileiras. Ele ressaltou que as apostas não autorizadas podem levar ao endividamento e desestruturação familiar, configurando uma questão de saúde pública.
Acordo de Cooperação Técnica
Durante a operação, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica entre a Receita Federal e o MPPE, visando ampliar a integração institucional e o desenvolvimento de ações conjuntas. Com isso, Pernambuco se torna o segundo estado a estabelecer esse modelo de cooperação.
A Receita Federal também doou equipamentos eletrônicos ao MPPE, em uma cerimônia que contou com a presença de autoridades como o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Xavier.
Opinião
A luta contra as apostas ilegais é fundamental para proteger a economia popular e garantir um ambiente de jogo justo e seguro para todos.





