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Marília Zulini e Bruno Massard alertam: IA no compliance pode gerar erros graves!

Marília Zulini e Bruno Massard alertam: IA no compliance pode gerar erros graves!

A adoção de inteligência artificial (IA) no setor de compliance é um tema que vem gerando intensas discussões no mundo corporativo. Com a pressão para que as empresas se tornem AI first, muitos líderes acreditam que a IA pode substituir dezenas ou centenas de profissionais, prometendo maior eficiência e redução de custos.

Complexidade da Adoção de IA

No entanto, a implementação de agentes de IA no compliance não é uma tarefa simples. Marília Zulini, Head de Compliance da Motiva, destaca que a adoção de IA nesse setor é complexa e demanda tempo, investimento e conhecimento específico. Ela alerta que as ferramentas de IA, como Chat GPT e outras IAs generativas, não são adequadas para tarefas complexas de compliance. A realidade é que uma investigação pode gerar cerca de 25 mil documentos para análise, e confiar em uma IA genérica para essa tarefa pode levar a decisões erradas.

Riscos e Desafios

Bruno Massard, diretor da Epiq Global, enfatiza que a natureza da IA generativa é criar, e isso pode resultar em erros graves, como demissões sem evidências adequadas ou a conclusão errônea de que uma fraude não ocorreu. A complexidade aumenta quando se considera que as IA’s precisam de customização para serem eficazes em tarefas específicas.

Experiência Prática e Recomendações

Marília compartilha sua experiência com a implementação de um agente de IA na Motiva, que inicialmente utilizou uma planilha para responder a perguntas frequentes. O resultado foi uma série de alucinações, onde o robô gerou respostas imprecisas. Após ajustes, o novo agente mostrou melhorias, mas ainda enfrenta desafios quando as perguntas fogem do padrão estabelecido. A executiva recomenda que as empresas evitem começar pelo uso de agentes para responder a perguntas de compliance, devido aos riscos envolvidos.

Opinião

A adoção de IA no compliance é uma jornada repleta de desafios e riscos. As empresas devem ter cautela e investir na formação de sistemas robustos para garantir a segurança e a eficácia das ferramentas que implementam.