Os servidores do IBGE iniciaram uma greve em 17 de agosto de 2026, desafiando a administração do presidente Márcio Pochmann. O movimento é uma resposta a uma série de atritos entre a categoria e a gestão, que inclui reivindicações por reajuste salarial e a reabertura de canais de diálogo.
Três núcleos já aderiram à paralisação: Bahia, a sede do Rio de Janeiro e a Dipeq. Além disso, há indicativos de greve em outros dois núcleos: Mato Grosso e Pará. Atualmente, estados como Sergipe, Piauí, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná, Chile (RJ) e Canabarro (RJ) estão em estado de greve.
Pautas e tensões
A pauta dos servidores inclui a criação de comissões paritárias para discutir o Programa de Gestão e o compromisso firmado em relação ao PGD para os ingressantes do CPNU. Outras demandas são a reabertura dos canais de diálogo e a eleição do Comitê de Carreira.
Um comunicado da Diretoria de Geociências do IBGE, emitido em julho, restringiu a comunicação entre os servidores, criando um clima de tensão. O documento estipulou que a comunicação deve seguir uma hierarquia rígida, ameaçando punições para quem se opusesse a essa ordem.
Críticas à gestão de Pochmann
A gestão de Márcio Pochmann tem sido marcada por desentendimentos crescentes com os servidores. Desde sua posse, Pochmann prometeu atender às reivindicações da categoria, mas substituiu a ideia de um congresso institucional por um projeto chamado “Diálogos IBGE”, que foi rechaçado pelo sindicato.
Além disso, durante as reivindicações, os sindicalistas foram chamados de “bolsonaristas”, o que intensificou a crise. Para os sindicatos, essa atitude busca deslegitimar a organização coletiva e esvaziar a resistência de quem discorda da gestão.
Reação do IBGE
Até o momento, o IBGE não se manifestou sobre o atrito com os servidores e a crescente insatisfação com a atual gestão.
Opinião
A greve dos servidores do IBGE revela uma crise profunda na comunicação e no relacionamento entre a gestão e os trabalhadores, evidenciando a necessidade urgente de diálogo.





