Um dos itens que às vezes passa desapercebido no momento de fazer a manutenção do carro, mas é muito importante para garantir a segurança dos ocupantes, é o amortecedor. Por isso, uma dúvida comum às pessoas é sobre o tempo certo necessário para a troca do componente. Afinal de contas, há sinais evidentes que apontem quando a substituição é indicada?
De acordo com dados levantados pela Monroe, marca da DRiV, líder global em soluções para o mercado de sistemas automotivos, a verdade é que não existe uma quilometragem única capaz de determinar a vida útil dos amortecedores. O componente pode realizar, em média, cerca de 52 milhões de ciclos de extensão a cada 20 mil km rodados, mas essa conta não é exata.
Fatores que influenciam a durabilidade
A durabilidade do amortecedor varia de acordo com uma série de fatores, como tipo do veículo, condições das vias, carga transportada, estilo de condução e estado dos demais itens da suspensão. Por isso, os especialistas reforçam que a avaliação técnica e as inspeções periódicas são mais precisas do que a adoção de um intervalo fixo de substituição.
Segundo Juliano Caretta, Supervisor de Treinamento Técnico da DRiV do Brasil: “Não é possível definir a condição de um amortecedor somente pela quilometragem. Dois veículos com a mesma distância percorrida podem apresentar níveis de desgaste bastante diferentes”, destacou o especialista.
Impactos das condições da via e estilo de condução
Buracos, ondulações, valetas, lombadas e estradas não pavimentadas submetem a suspensão a movimentos mais intensos e, consequentemente, a um desgaste maior da peça. Além disso, o estilo de condução é determinante para o desgaste. Frenagens bruscas, impactos contra guias, curvas em velocidade excessiva e circulação constante com sobrecarga aumentam a tração da carroceria e a energia que precisa ser controlada pela suspensão.
Para reduzir esses esforços, recomenda-se diminuir a velocidade antes dos obstáculos, evitar impactos diretos, respeitar a capacidade de carga indicada pela montadora e manter as rodas e pneus dentro das especificações originais.
Manutenção integrada da suspensão
O amortecedor não atua sozinho. Molas, buchas, coxins, batentes, coifas, pivôs, terminais, rodas e pneus influenciam diretamente o funcionamento do sistema. Componentes com folgas ou desgaste podem provocar esforços irregulares e reduzir a durabilidade das peças mesmo em boas condições.
Entre os sinais que indicam necessidade de inspeção estão oscilações excessivas após ondulações, mergulho acentuado da dianteira em frenagens, instabilidade nas curvas, ruídos, vazamento de óleo e desgaste irregular dos pneus. Como a perda de eficiência ocorre de forma gradual, muitos motoristas acabam se acostumando às mudanças e não percebem a evolução do problema.
Por isso, a manutenção da suspensão deve sempre avaliar o conjunto completo.
Opinião
Investir na manutenção adequada dos amortecedores é crucial para a segurança e desempenho do veículo, evitando surpresas desagradáveis nas estradas.





