O Ministro Dario Durigan, da Fazenda, anunciou que a aplicação da Lei da Reciprocidade será analisada em conjunto com os setores afetados pelo tarifaço de 37,5% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida foi sancionada em abril de 2025 e aprovada de forma unânime pelo Congresso Nacional.
A decisão foi comunicada à Embaixada do Brasil em Washington, que notificará o governo norte-americano sobre a nova legislação. O ministro destacou que a aplicação da lei não será imediata e dependerá de consultas e negociações com os setores impactados.
Análise do Tarifaço e Respostas do Brasil
O tarifaço de 37,5% foi imposto após investigações da USTR, que ainda estão em andamento. O Brasil, por sua vez, acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) em 27 de julho, buscando contestar as tarifas injustificadas e arbitrárias. As tarifas dos EUA incluem uma sobretaxa de 25% e uma segunda de 12,5%, alegando práticas comerciais desleais e questões relacionadas ao trabalho forçado.
O governo brasileiro enfatiza que continuará a defender sua posição em todas as instâncias cabíveis, apresentando evidências ao USTR para refutar alegações de deslealdade comercial. Além disso, a administração reafirmou seu compromisso com a diversificação de parcerias comerciais e a abertura de novos mercados.
Compromisso com a Soberania Nacional
A gestão do ministro Durigan ressaltou que manterá medidas de proteção aos setores afetados, por meio do Plano Brasil Soberano, com o objetivo de preservar empregos e a capacidade produtiva nacional. A legislação de reciprocidade pode ser aplicada caso outros países interfiram nas escolhas soberanas do Brasil.
Opinião
A análise cuidadosa da Lei da Reciprocidade pelo governo é essencial para garantir que os interesses brasileiros sejam protegidos diante de tarifas externas que prejudicam a economia nacional.





