Santa Catarina

SAMU Indígena reduz tempo-resposta para 6 minutos e transforma saúde em Dourados

SAMU Indígena reduz tempo-resposta para 6 minutos e transforma saúde em Dourados

O SAMU Indígena tem promovido uma revolução no atendimento de emergência para as comunidades indígenas em Dourados, Mato Grosso do Sul. Com a implementação deste projeto-piloto, o tempo de resposta para emergências foi reduzido de 15 para apenas 6 minutos, beneficiando cerca de 25 mil indígenas de três etnias.

Desde sua implementação pelo Ministério da Saúde em agosto de 2025, o SAMU Indígena já registrou mais de 2,4 mil ocorrências, o que representa uma média de 204 atendimentos por mês. Este serviço está disponível 24 horas por dia, assegurando que a população tenha acesso a cuidados médicos em qualquer momento.

Atendimento e equipe especializada

A equipe do SAMU Indígena é composta por 14 profissionais, sendo 7 indígenas fluentes em português e guarani, o que facilita a comunicação e torna o atendimento mais humanizado. O serviço é acionado pelo número 192, o mesmo utilizado pelo SAMU convencional, mas com a vantagem de contar com profissionais que conhecem a geografia e a cultura local.

O atendimento é focado principalmente nas aldeias Guarani Kaiowá, Guarani Ñandeva e Terena. O enfermeiro indígena Everton Nunes Pontes destaca que a presença de indígenas na equipe melhora a assistência, especialmente para gestantes, crianças e idosos.

Integração e humanização

A Secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, reforça a importância da integração do serviço com as comunidades. Ela afirma que a presença de profissionais que falam a língua materna dos indígenas torna o atendimento mais inclusivo e sensível às necessidades culturais.

O SAMU Indígena não apenas agiliza o atendimento, mas também amplia o acesso aos serviços de saúde, garantindo que emergências médicas, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e traumas, sejam tratadas com a devida urgência.

Opinião

A implementação do SAMU Indígena é um passo significativo para a valorização da saúde nas comunidades, mostrando que iniciativas que consideram a cultura e a língua local fazem toda a diferença na qualidade do atendimento.