A Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) demitiu o policial penal Eder William Ador, de 44 anos, em uma ação que revela a seriedade das investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do sistema prisional de Mato Grosso do Sul.
A demissão foi formalizada em 10 de outubro de 2023, através de uma publicação no Diário Oficial do Estado, assinada pelo diretor-geral da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini.
Envolvimento com o PCC
Eder Ador foi preso em 2022 durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e, em julho de 2024, foi condenado a 8 anos e 5 meses de prisão por sua participação em uma organização criminosa e no planejamento de atentados contra agentes penitenciários.
As investigações revelaram que Eder atuava como um ‘pombo-correio’ do PCC, utilizando sua posição na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira para transmitir ordens entre membros da facção. Ele foi responsabilizado por uma série de infrações que incluem o uso do cargo para obter vantagens pessoais e recebimento de propinas.
Planos de Atentado
De acordo com a Operação Bilhete, os recados que Eder mantinha continham informações sobre um plano de atentado contra pelo menos cinco agentes penitenciários e membros de uma facção rival. A investigação revelou uma lista com cerca de 2 mil nomes de agentes públicos que estariam sob ameaça, com cópias dos arquivos sendo distribuídas entre líderes do PCC, inclusive aqueles fora do sistema prisional.
Opinião
A demissão de Eder Ador pela Agepen evidencia a necessidade de uma vigilância constante no sistema penitenciário, especialmente em relação a infiltrações de organizações criminosas.





