Em Mato Grosso do Sul, trinta e cinco candidatos que pediram registro para as próximas eleições declararam à Justiça Eleitoral a impressionante quantia de R$ 223,4 milhões em bens rurais, o que representa 41,9% de toda a riqueza informada pelos candidatos do estado, que totaliza R$ 533,6 milhões. Este cenário revela uma concentração de riqueza alarmante, onde dez pessoas são responsáveis por 85,3% desse patrimônio rural.
Perfil do Eleitorado e dos Candidatos
O eleitorado de MS conta com 1.991.265 pessoas, das quais 52,8% são mulheres. Curiosamente, apenas 37,3% dos candidatos são mulheres, enquanto 69,4% deles possuem curso superior. Essa discrepância entre o perfil dos candidatos e do eleitorado é notável, visto que 38,3% do eleitorado não concluiu o ensino fundamental.
Os Candidatos Mais Ricos
Entre os candidatos, Londres Machado se destaca com a declaração de 26 propriedades e 7,2 mil hectares, mais do que qualquer outro. Os oito maiores patrimônios somam R$ 261,6 milhões, o que representa 49,0% de tudo que foi declarado no estado. Esses candidatos, em sua maioria, pertencem a partidos como PL, PP e União Brasil, que estão coligados na aliança ‘Fazendo o Futuro Acontecer’.
Os dados de patrimônio revelam que Zé Teixeira lidera a lista com R$ 64.220.956,82, seguido por Reinaldo Azambuja com R$ 55.976.398,48. A lista dos dez mais ricos inclui ainda Jamilson Name, Carlos Bernardo, e Paulo Corrêa, entre outros.
Desigualdade e Representatividade
A desigualdade é evidente, com os oito primeiros do ranking patrimonial possuindo fazendas, mas apenas dois se declaram do campo por profissão. A maioria apresenta ocupações que não refletem diretamente sua origem de riqueza. Essa situação levanta questões sobre a representatividade e a verdadeira face da política ruralista em MS.
Opinião
A concentração de riqueza entre poucos candidatos em MS é um sinal preocupante para a democracia e a representatividade no estado, revelando um abismo entre os que se candidatam e o eleitorado.





