Eleições

Washington Quaquá provoca racha no PT do Rio ao defender Diego Zeidan

Washington Quaquá provoca racha no PT do Rio ao defender Diego Zeidan

A disputa pelo número de urna 1313, tradicionalmente associado ao PT, se intensificou no Rio de Janeiro, gerando um racha interno no partido. O conflito envolve o prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, e os deputados federais Lindbergh Farias e Marcelo Freixo.

A situação escalou após uma queixa formal contra a tentativa de reservar o número 1313 para Diego Zeidan, filho de Quaquá e atual presidente estadual do PT. Lindbergh e Freixo recorreram à Executiva Nacional do PT para contestar a decisão, alegando que ela desrespeita as normas internas do partido e favorece interesses familiares.

Em suas alegações, os deputados consideram a medida arbitrária e afirmam que a direção estadual do PT não pode conceder o número 1313 a uma candidatura sem a aprovação da Executiva Nacional. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Freixo expressou que o partido “não pode ser tratado como uma capitania hereditária”. Lindbergh, por sua vez, enfatizou que a discussão vai além de um simples número, sendo uma questão de democracia interna e respeito às regras do PT.

Em resposta, Quaquá defendeu a indicação de Diego Zeidan como parte da renovação do partido no estado. Ele afirmou que o número 1313 pertence legitimamente ao seu campo político, por ter sido utilizado nas eleições de 2022, e criticou os adversários internos que, segundo ele, tentam impedir o crescimento de novas lideranças petistas. “O choro é livre”, declarou Quaquá em uma publicação no Instagram.

Além disso, o prefeito resgatou episódios da trajetória política de Lindbergh e Freixo, insinuando que ambos tiveram momentos de desvio em suas lealdades ao PT. Lindbergh quase deixou o partido para ajudar na fundação do PSOL, enquanto Freixo defendeu a Operação Lava Jato durante as prisões de Lula e de aliados do partido.

Opinião

A disputa pelo número 1313 no PT do Rio de Janeiro revela não apenas um conflito interno, mas também as tensões em torno da democracia interna e das práticas de liderança no partido.