O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira, 4 de outubro de 2026, a quinta reunião do ano, em meio a novas projeções do mercado financeiro que apontam para cortes na taxa de juros e uma redução nas expectativas sobre a inflação.
A decisão sobre a Taxa Selic será anunciada na noite de quarta-feira, 5 de outubro de 2026, após dois dias de discussões sobre o cenário econômico nacional e internacional. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, o menor patamar registrado em 2026, após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho.
Na véspera do encontro, o Boletim Focus divulgado em 3 de outubro mostrou uma mudança nas expectativas do mercado financeiro. A mediana das projeções para a Selic ao fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, sinalizando que o Banco Central pode promover pelo menos um ou dois novos cortes até o final do ano.
Além disso, os analistas consultados pelo BC também reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é considerado a inflação oficial do país, de 5,12% para 5,03%. Apesar da melhora, essa projeção ainda está acima do teto da meta de inflação, que é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo um limite superior de 4,5%.
A taxa Selic é um importante instrumento do Banco Central para controlar a inflação e influencia diretamente as taxas de juros cobradas pelos bancos. Juros mais altos podem conter a demanda aquecida, enquanto juros mais baixos tendem a estimular o consumo e os investimentos, favorecendo a atividade econômica.
O Copom se reúne a cada 45 dias, e durante esses encontros são feitas análises detalhadas sobre as economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do comitê definem o nível da taxa básica de juros.
Opinião
A expectativa de cortes na Selic gera um clima de otimismo no mercado, mas é crucial que o Banco Central mantenha a cautela diante das incertezas econômicas globais.





