A usina nuclear de Paks, localizada na Hungria, poderá continuar a operar em sua capacidade reduzida até segunda ou terça-feira, conforme anunciou o primeiro-ministro Peter Magyar. Essa decisão visa aliviar a pressão sobre a rede elétrica do país, que se prepara para um período crítico de cinco dias a partir de segunda-feira.
A expectativa é que a usina seja completamente desligada no fim desta semana, uma vez que o nível das águas do rio Danúbio, utilizado para o resfriamento dos reatores, deve continuar a cair. Com uma capacidade instalada de 2 gigawatts, a usina de Paks normalmente responde por cerca de metade da eletricidade consumida na Hungria, mas atualmente opera com pouco mais de 10% de sua capacidade.
Desafios e cortes de energia
O primeiro-ministro Magyar destacou que, apesar das dificuldades, a última turbina da usina, que gera 240 megawatts, poderá continuar funcionando por mais um dia ou dois. Ele classificou essa situação como uma boa notícia, pois ajudará a evitar o desligamento total da usina em um dos dias de maior consumo de energia.
Com a onda de calor que atinge a Europa, o abastecimento de água e a geração de energia estão sob pressão crescente. Magyar afirmou que os cinco dias mais críticos começam agora, e a rede elétrica enfrenta desafios significativos. Para mitigar a situação, cortes voluntários no consumo de energia foram implementados, resultando em uma redução de 700 megawatts na demanda no domingo, o que equivale à produção de um reator e meio de Paks.
Dependência de importações
À medida que a usina nuclear de Paks for sendo gradualmente desligada, a Hungria terá que depender mais de importações de energia, especialmente em um momento em que a demanda por eletricidade deve aumentar devido ao calor intenso. A farmacêutica Richter também anunciou que reduzirá seu consumo de eletricidade em mais de 50% nas próximas três semanas, disponibilizando diariamente 4 megawatts de energia gerados por seu parque de geração solar.
Opinião
A situação da usina nuclear de Paks ilustra os desafios enfrentados pela Hungria em meio a condições climáticas extremas, destacando a necessidade urgente de estratégias de energia mais sustentáveis e resilientes.





