Futebol

Árbitro Marcos Nunes sofre injúria racial em jogo e FPF aciona protocolo antirracista

Árbitro Marcos Nunes sofre injúria racial em jogo e FPF aciona protocolo antirracista

Menos de 24 horas após os casos de injúria racial e homofobia ocorridos na partida do Campeonato Paulista Sub-20 entre XV de Jaú e Ituano, o futebol das categorias de base de São Paulo foi novamente marcado por episódios de discriminação. Os novos casos aconteceram em jogos dos Paulistas Sub-15 e Sub-17.

No jogo entre Votoraty e Referência, o árbitro Marcos Roberto de Jesus Nunes registrou um boletim de ocorrência após ser chamado de “macaco” por um torcedor. A ofensa foi confirmada por testemunhas e o torcedor foi identificado e encaminhado à delegacia. O jogo, que terminou com a vitória do Referência por 3 a 0, teve sua continuidade sob o comando do quarto árbitro, pois Nunes acionou o protocolo antirracista e foi à delegacia prestar depoimento.

“Fui chamado de MACACO (sic)”, desabafou Nunes nas redes sociais. Ele expressou sua dor ao afirmar que sentir na pele essa situação é devastador e que agradece a Deus por não ter um filho que possa passar por isso.

Em outro jogo, no Estádio Rubro Negro em Itatiba, o árbitro Rodrigo Santos paralisou a partida entre Rio Branco e São Bernardo após receber um alerta do bandeirinha Denival da Silva Pereira. O jogo estava 1 a 0 para o Rio Branco quando um torcedor proferiu palavras de caráter homofóbico. Santos também acionou o protocolo contra discriminação e o jogo ficou parado por 4 minutos antes de ser retomado, com a vitória do Rio Branco.

A Federação Paulista de Futebol (FPF) emitiu uma nota oficial repudiando as ofensas e afirmando que acompanhará a apuração dos fatos junto às autoridades competentes. A FPF reafirmou seu compromisso em não compactuar com qualquer forma de racismo, homofobia, discriminação ou violência, e que continuará trabalhando para que o futebol paulista seja um ambiente de respeito e inclusão.

Opinião

Os recentes episódios de discriminação no futebol revelam a urgência de um combate efetivo à injúria racial e à homofobia, reforçando a necessidade de um ambiente mais inclusivo nas categorias de base.