Eleições

Eduardo Riedel defende Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro após decisão do PP

Eduardo Riedel defende Tereza Cristina como vice de Flávio Bolsonaro após decisão do PP

O governador Eduardo Riedel (PP) não apoiou a decisão da direção nacional do Progressistas de impedir que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) dispute a vice-presidência da República na chapa do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Durante a convenção, Riedel afirmou que não concorda com a posição adotada pelo PP e defendeu que a senadora reúne as credenciais necessárias para ocupar o posto na disputa nacional.

“Eu sou do PP e não me dou por vencido. Condeno fortemente a decisão tomada pelo PP inicialmente”, declarou Riedel. Segundo o governador, Tereza Cristina é uma das principais lideranças políticas do país e teria condições de contribuir para o futuro do Brasil. “A senadora Tereza talvez seja uma das pessoas públicas do Brasil que mais podem contribuir com o nosso futuro pela história, pela atuação, pela ação e pela capacidade de reunir pensamento e ação em prol de mudanças estruturantes”, afirmou.

Decisão do PP e Neutralidade

Na sexta-feira (31), o Progressistas anunciou oficialmente que permanecerá neutro na disputa presidencial de 2026, encerrando as negociações para que Tereza Cristina integrasse a chapa de Flávio Bolsonaro. Em nota, a legenda informou que a decisão foi tomada após consulta aos diretórios estaduais.

“O Progressistas, após consulta aos seus diretórios estaduais, decidiu, por maioria, permanecer neutro no processo eleitoral”, destacou a nota. A decisão já foi comunicada e acatada pela senadora Tereza Cristina. A definição frustrou as articulações que vinham sendo conduzidas entre PL e PP.

Prazo e Consequências

Com a retirada do nome de Tereza Cristina, a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro permanece aberta. O PL tem até o dia 5 de agosto para definir o nome que integrará a candidatura presidencial, enquanto o prazo para registro das chapas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.

O governador Riedel fez um apelo para que o Progressistas reveja o seu posicionamento, ressaltando que a decisão não depende apenas da parlamentar. “Aqui fica o meu registro como membro do PP de que a gente tem que lutar até o fim para que o nosso partido, em âmbito nacional, tenha essa possibilidade de se unir, coligar e poder levar o nome da senadora Tereza à vice-presidência do Brasil”, afirmou.

Opinião

A situação revela um embate interno no PP e destaca a importância das alianças políticas em um cenário eleitoral cada vez mais competitivo.