O ex-governador Wilson Witzel (Democrata) anunciou no dia 1º de outubro que desistiu da pré-candidatura ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Em sua declaração, Witzel expressou apoio ao pré-candidato Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa pelo Palácio Guanabara.
A decisão de Witzel visa evitar a divisão das candidaturas de direita e aumentar as chances desse grupo alcançar o segundo turno. Ele destacou que o Republicanos possui uma estrutura partidária mais forte, enquanto o Democrata ainda está em processo de reorganização e não tem acesso ao fundo partidário.
Witzel mencionou que a sua decisão foi influenciada pela situação do partido e pela afinidade que tem com Garotinho. “O Democrata, por ser um partido pequeno, ainda precisa se estruturar. Não serei candidato neste ano para ajudar o partido nessa estruturação. Eu e Garotinho temos valores e histórias em comum. Nós dois fomos perseguidos pelo sistema. Seremos agora o candidato antissistema”, afirmou Witzel.
Ele também informou que o Democrata indicará um novo candidato a vice-governador na chapa de Garotinho, uma vez que a vaga ficou aberta após a saída do coronel Venâncio Moura (DC), que decidiu apoiar o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD). Witzel deixou claro que não será candidato a vice.
Os dois se reuniram no dia 31 de setembro, onde Witzel apresentou propostas para áreas como economia, segurança pública e políticas sociais. Entre as propostas discutidas estão a criação de um banco de desenvolvimento do Estado e ações para reforçar a segurança pública, que Garotinho concordou em incluir no programa de governo.
Na nota, Witzel também descartou qualquer apoio ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL), afirmando que o deputado faz parte do grupo político do governador Cláudio Castro, que assumiu após o impeachment de Witzel.
A aliança entre Witzel e Garotinho foi oficializada durante a convenção estadual do Democrata, marcando uma mudança significativa nos planos de Witzel, que havia lançado sua pré-candidatura em junho de 2023, após recuperar seus direitos políticos ao fim do período de inelegibilidade decorrente do impeachment em 2021.
Opinião
A decisão de Witzel de apoiar Garotinho pode ser vista como uma estratégia para fortalecer a direita no Rio, mas também levanta questões sobre a viabilidade de sua própria carreira política no futuro.





