Mauricio Claver-Carone, conselheiro informal do governo Donald Trump, deixou sua função, gerando incertezas sobre a política dos Estados Unidos para a Venezuela. Claver-Carone foi uma figura central na formulação de estratégias americanas e em acordos multimilionários relacionados ao vasto potencial petrolífero do país.
Influência e Contribuições
Durante sua atuação, Claver-Carone facilitou um contrato de US$ 150 milhões para reestruturar uma dívida de US$ 200 bilhões, além de ter ajudado a organizar negociações entre o governo venezuelano e a oposição, previstas para 1º de agosto. Ele também atuou como enviado especial para a América Latina no início do segundo mandato de Trump, sendo comparado a um “vice-rei” em sua influência sobre as políticas americanas para a Venezuela.
Substituição e Colaboração
A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez substituiu Nicolás Maduro e colaborou estreitamente com Claver-Carone, mostrando-se mais disposta a atender às exigências dos EUA. Apesar de Claver-Carone afirmar que sua saída foi voluntária, fontes indicam que ele foi, na verdade, afastado.
Controvérsias e Críticas
A atuação de Claver-Carone gerou desconforto entre alguns integrantes do Departamento de Estado e investidores, especialmente em relação a sua proximidade com empresários venezuelanos, como Alejandro Betancourt, que é alvo de investigações por corrupção. Claver-Carone reconheceu que utilizou Betancourt como intermediário, o que suscitou preocupações sobre sua influência nas negociações.
Reações e Futuro
Embora o Departamento de Estado tenha afirmado que Claver-Carone não ocupava uma função oficial, sua saída levanta questões sobre como os EUA continuarão a conduzir os negócios na Venezuela. Caleb Orr, secretário-assistente para Assuntos Econômicos, Energia e Negócios, que trabalhava em estreita coordenação com Claver-Carone, deverá continuar a ser uma figura chave nas decisões futuras.
Opinião
A saída de Claver-Carone pode indicar uma mudança significativa na abordagem dos EUA em relação à Venezuela, especialmente em um momento em que as negociações são cruciais para o futuro político e econômico do país.





