Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL-SP, anunciou sua desistência de concorrer como suplente na chapa do deputado estadual André do Prado para o Senado por São Paulo. A decisão foi divulgada em 29 de julho de 2026, e Eduardo afirmou que a medida visa “preservar um projeto maior”.
Em uma nota publicada nas redes sociais, Eduardo destacou que sua escolha foi baseada em consultas com advogados e uma reflexão sobre o cenário político atual. Ele mencionou a “evidente perseguição política” que ele e sua família têm enfrentado, o que o levou a não prosseguir com o registro da chapa.
Contexto da Decisão
Eduardo ocupava a posição de primeiro suplente na chapa de André do Prado, que é presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Com sua desistência, os novos suplentes serão Fernando Fiori de Godoy, ex-prefeito de Holambra, e Rute Costa, vereadora na capital paulista.
O ex-deputado reforçou a responsabilidade de sua decisão, ressaltando a “grave insegurança jurídica” do país. Ele afirmou: “Fui fortemente aconselhado a não criar qualquer circunstância que pudesse colocar em risco uma candidatura ao Senado que considero estratégica para o futuro do Brasil”.
Condenação e Mudança para os EUA
Eduardo Bolsonaro foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto crime de coação, relacionado a articulações com o governo de Donald Trump. Ele se mudou para os Estados Unidos em março de 2025 e, recentemente, ele e sua família receberam o Green Card americano.
André do Prado expressou apoio à decisão de Eduardo, considerando-a um gesto de responsabilidade e reafirmando a importância de continuar a mobilização em torno das candidaturas de Flávio Bolsonaro à presidência e de Tarcisio de Freitas à reeleição.
Opinião
A desistência de Eduardo Bolsonaro reflete a complexidade da política atual e a busca por estratégias que priorizem projetos maiores em meio a um ambiente de incertezas.





