O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou recentemente os dados do Novo Caged, revelando que o mercado formal de trabalho no Brasil criou 921.645 novos empregos no primeiro semestre de 2026. Este crescimento representa um aumento de 1,96% no emprego formal, com um saldo de 145.161 postos de trabalho apenas em junho.
Os números refletem um estoque total de 48.032.308 vínculos trabalhistas no país, com um desempenho positivo em todos os cinco grandes setores da economia. O setor de Serviços foi o destaque, gerando 571.926 postos de trabalho no semestre, o que equivale a um crescimento de 2,5%.
Desempenho por Setores
Em junho, o setor de Serviços criou 74.514 vagas, com especial ênfase nas atividades administrativas e serviços complementares, que sozinhos foram responsáveis por 26.634 empregos. A Agropecuária também teve um bom desempenho, com um aumento de 22.898 postos formais, enquanto o Comércio e a Indústria apresentaram saldos positivos de 19.177 e 14.438 postos, respectivamente.
O estado de São Paulo se destacou com a criação de 252.558 novos empregos, seguido por Minas Gerais e Paraná, que também apresentaram saldos positivos significativos. No entanto, o Comércio foi o único setor a registrar uma redução, com uma perda de 3.514 postos no acumulado do ano.
Dados sobre Salários e Vínculos
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, um aumento em relação ao mês anterior. Para os trabalhadores típicos, esse valor foi de R$ 2.446,27, enquanto os não típicos registraram um salário médio de R$ 2.101,51.
Os dados também mostraram que 25 das 27 Unidades da Federação apresentaram saldo positivo em termos de emprego, com a população jovem, de até 24 anos, respondendo por 86,4% das novas vagas geradas.
Opinião
Os dados do Novo Caged são um sinal positivo para a recuperação econômica do Brasil, mas é crucial que as políticas de emprego continuem a apoiar essa tendência de crescimento.





