Economia

Conselho do FGTS aprova distribuição de R$ 13 bilhões e trabalhadores reagem

Conselho do FGTS aprova distribuição de R$ 13 bilhões e trabalhadores reagem

O Conselho Curador do FGTS aprovou a distribuição de R$ 13 bilhões do lucro obtido pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2025 para 138 milhões de trabalhadores com saldo em contas vinculadas. A decisão foi tomada em reunião realizada no dia 28 de julho de 2026 e os depósitos deverão ser concluídos até 31 de agosto de 2026.

O montante representa 89% do lucro de aproximadamente R$ 14,65 bilhões registrado pelo FGTS no ano anterior. Com essa distribuição, a rentabilidade total das contas do FGTS em 2025 alcançará 6,90%, ficando 2,53 pontos percentuais acima da inflação oficial medida pelo IPCA, que encerrou o período em 4,26%.

Como será feita a distribuição?

O crédito será proporcional ao saldo existente em cada conta vinculada em 31 de dezembro de 2025. Cada trabalhador receberá um acréscimo de 1,87% sobre o saldo, utilizando um índice específico para calcular o valor a ser creditado. Por exemplo, um trabalhador que possuía R$ 1 mil no FGTS ao fim de 2025 receberá aproximadamente R$ 18,68 referentes à participação no lucro.

Quem tem direito ao crédito?

Todos os trabalhadores que possuíam contas ativas ou inativas do FGTS com saldo em dezembro de 2025 têm direito ao crédito. As consultas sobre o saldo poderão ser realizadas pelo aplicativo do FGTS ou pelos canais disponibilizados pela Caixa Econômica Federal.

Limitações no saque

Apesar do depósito, os recursos não poderão ser retirados imediatamente. Os valores permanecerão nas contas vinculadas e seguirão as regras já previstas para movimentação do FGTS. O saque só será permitido em situações específicas, como demissão sem justa causa, término de contrato por prazo determinado, rescisão por acordo entre empregado e empregador, aposentadoria, entre outras.

Opinião

A aprovação da distribuição do lucro do FGTS traz alívio a milhões de trabalhadores, mas a limitação no saque imediato levanta questões sobre a real acessibilidade desses recursos.