O Ministério da Saúde do Brasil está se preparando para avaliar a incorporação da PrEP injetável no Sistema Único de Saúde (SUS) em agosto de 2026. Essa nova tecnologia de prevenção do HIV, administrada a cada dois meses, foi proposta à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e visa oferecer alternativas para pessoas com dificuldades de adesão ao uso diário da medicação.
Resultados positivos na luta contra o HIV
Desde 2010, o Brasil tem mostrado avanços significativos na redução da mortalidade por aids, com uma queda de 57%. Em 2024, foram registrados 9,1 mil óbitos por aids, representando uma redução de 13% em relação ao ano anterior. Além disso, mais da metade das pessoas diagnosticadas com HIV inicia a terapia antirretroviral em até 30 dias, refletindo um sistema de saúde mais eficiente e acessível.
Certificação da OPAS/OMS
O Brasil foi certificado pela OPAS/OMS em dezembro de 2025 pela eliminação da transmissão vertical do HIV, tornando-se o único país continental a alcançar tal marco. A taxa de transmissão vertical foi mantida abaixo de 2%, e o país superou 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento das gestantes que vivem com HIV.
Ampliação das estratégias de prevenção
Atualmente, o SUS já oferece a PrEP oral, e desde sua incorporação, 356 mil pessoas iniciaram o uso da profilaxia. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a inovação deve ser acompanhada de acesso, enfatizando que “inovação sem acesso é injustiça”. O Brasil está comprometido em desenvolver novas tecnologias de prevenção, incluindo parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Opinião
A avaliação da PrEP injetável no SUS representa um passo importante na luta contra o HIV, ampliando as opções de prevenção e reforçando o compromisso do Brasil com a saúde pública.





