Alexandre Kalil foi oficializado como o candidato do PDT ao governo de Minas Gerais. Durante a convenção partidária, Kalil criticou os ex-governadores Romeu Zema e Mateus Simões, abordando a situação econômica do estado.
Críticas a isenções fiscais
Kalil destacou que nos últimos 12 anos, R$ 280 bilhões foram concedidos em isenções fiscais, beneficiando um pequeno grupo de amigos. Ele afirmou que é necessário revisar esse plano econômico, que considera inadequado para o segundo estado mais importante do Brasil. Para os anos de 2026 e 2027, o orçamento já prevê R$ 25 bilhões e R$ 27 bilhões em isenções fiscais, respectivamente, mas os nomes das empresas beneficiadas permanecem em sigilo.
Renegociação da dívida com a União
Kalil defende a renegociação da dívida de R$ 200 bilhões com a União, criticando a falta de negociação do governo atual. Ele mencionou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que foi apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco e negociado com o governo federal. “Não existe plano sem dinheiro”, afirmou Kalil, ressaltando a importância de um plano viável para o estado.
Candidatura e alianças
A candidatura de Kalil foi confirmada, mas ainda não há definição de nomes para vice ou senadores. Ele comentou sobre a necessidade de cautela nas conversas com outros partidos, afirmando que respeita todos os candidatos e está focado em sua própria campanha. O PDT decidiu apoiar a candidatura de Lula à reeleição, mas em Minas Gerais, Kalil fará campanha apenas para sua própria candidatura.
Possibilidade de segundo turno
Questionado sobre um possível apoio a Lula em um segundo turno, Kalil desconversou, afirmando que é cedo para discutir isso. Ele também se referiu à situação do senador Cleitinho, que não participou da convenção do Republicanos, e comentou que respeita a decisão do colega sobre sua candidatura.
Opinião
A candidatura de Kalil traz à tona questões importantes sobre a gestão fiscal em Minas Gerais e a necessidade de um diálogo mais transparente sobre as finanças do estado.





