A Arábia Saudita informou neste sábado (25) que forças da coalizão que lidera atacaram alvos da milícia houthi no Iêmen. A resposta veio após o grupo apoiado pelo Irã afirmar ter atingido dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho ao longo da semana.
Segundo a coalizão, sistemas de defesa aérea sauditas interceptaram dois mísseis balísticos disparados a partir do território iemenita. Os novos disparos indicam uma escalada em uma segunda frente de combate ligada à guerra em curso contra o Irã.
Ataques e resposta militar
Em comunicado, o general Turki Al Malki, porta-voz da Coalizão para Restaurar a Legitimidade no Iêmen, afirmou que os ataques sauditas se concentraram em alvos militares legítimos usados pela milícia houthi para ameaçar embarcações comerciais no Mar Vermelho. Al Malki classificou a ação dos houthis como um ato imprudente e covarde.
Embargo e escalada de tensões
Na segunda-feira (20), o grupo já havia declarado um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, com ameaça de interromper as exportações de petróleo do reino pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el Mandeb. Os mísseis miraram refinarias de petróleo em Yanbu.
Fontes gregas de segurança informaram que os sistemas de defesa aérea sauditas interceptaram os dois mísseis balísticos, e o ataque ocorreu um dia após forças americanas lançarem novos bombardeios contra o Irã.
Reação dos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (23) que responsabilizaria o Irã caso os houthis promovessem novos ataques. Trump declarou que, caso o episódio se repita, os Estados Unidos considerarão os houthis como representantes do Irã, e que uma punição militar de grande porte recairia sobre ambos.
As forças americanas também lançaram ataques aéreos contra o Irã na noite de quinta-feira (23) e na madrugada de sexta-feira (24), a décima terceira noite consecutiva de bombardeios. O exército dos Estados Unidos atacou uma embarcação mercante que tentava romper o bloqueio imposto aos portos iranianos.
Opinião
A escalada de tensões entre a Arábia Saudita e os houthis, com o apoio do Irã, evidencia a complexidade do cenário no Oriente Médio, onde conflitos regionais se entrelaçam com interesses globais.





