O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a inflação em 2026 é impulsionada pela guerra no Irã e não pelos gastos públicos do governo. A declaração foi feita durante um painel da Expert XP realizado em São Paulo no dia 24 de julho de 2026.
Durigan considera exagerada a relação entre o aumento dos gastos públicos e a pressão inflacionária. Ele afirmou: “Acho que há um exagero nesse argumento das medidas de crédito que o governo tem anunciado e seus efeitos na inflação. Neste ano, o que faz aumentar a pressão inflacionária é a guerra do Irã.”
Desafios fiscais e metas
Apesar da meta de um superávit primário de R$ 34,3 bilhões para 2026, os dados atuais mostram um cenário preocupante. Em maio, o débito primário foi de R$ 53 bilhões e a dívida pública atingiu R$ 9 trilhões, com um aumento de R$ 234,4 bilhões no mesmo mês.
Além disso, a taxa Selic foi reduzida de 15% para 14,25% ao ano, refletindo uma tentativa de controle da inflação. O Comitê de Política Monetária (Copom) considera a “disciplina fiscal” do governo ao ajustar a taxa.
Medidas do governo e eleições
O presidente Lula (PT) lançou diversas medidas com impacto fiscal, como subvenções à gasolina e um aporte de R$ 3 bilhões ao Desenrola Adimplentes. No entanto, Durigan garantiu que não haverá aumento no Bolsa Família sem uma previsão orçamentária, destacando que 2026 será diferente de anos eleitorais anteriores.
O ministro afirmou: “Este ano não tem calote em precatório, não tem calote em governador, nós não vamos aumentar o Bolsa Família sem previsão orçamentária.”
Opinião
A posição de Dario Durigan sobre a inflação e os gastos públicos reflete uma tentativa do governo de desviar a atenção de problemas estruturais na economia brasileira, que continuam a exigir soluções mais robustas.





