A Receita Federal anunciou a implantação do CNPJ alfanumérico, que começará a ser utilizado em novas inscrições a partir de 31 de julho de 2026. O novo formato combina letras e números, mantendo a estrutura de 14 caracteres, e visa ampliar a quantidade de combinações disponíveis para o cadastro de novas empresas.
O que muda com o novo formato?
O CNPJ alfanumérico será atribuído apenas a novas inscrições, enquanto os CNPJs numéricos continuarão a ser emitidos e aceitos normalmente. As empresas precisam adaptar seus sistemas para aceitar o novo formato, uma vez que o atual, que é exclusivamente numérico, possui uma quantidade limitada de combinações.
Como se preparar para a mudança?
As organizações devem revisar suas rotinas de validação e garantir que seus sistemas aceitem tanto o formato numérico quanto o alfanumérico. Isso inclui a avaliação de aplicações, bancos de dados e integrações que utilizam o CNPJ como um campo numérico. A Receita Federal disponibiliza um simulador e documentação técnica para ajudar nesse processo.
Cronograma de implantação
A Receita Federal divulgou um cronograma que inclui restrições temporárias. Entre 23 e 25 de julho de 2026, a base do CNPJ ficará disponível apenas para consultas, e a partir de 27 de julho de 2026, os sistemas adaptados entrarão em produção. O primeiro registro no novo formato será feito em 31 de julho de 2026.
Papel do Serpro
O Serpro, responsável pela operação dos sistemas do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, está encarregado de implementar as mudanças necessárias. De acordo com Marco Sobrosa, gerente do Projeto CNPJ Alfanumérico, o trabalho inclui adaptações em sistemas e testes de compatibilidade para garantir que as aplicações funcionem corretamente com ambos os formatos.
Opinião
A implementação do CNPJ alfanumérico representa um desafio significativo para as empresas, que precisarão se adaptar rapidamente para evitar interrupções em suas operações.





