Cármen Lúcia, ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), fez uma declaração contundente em 23 de julho de 2026, durante a 24º Festa Literária Internacional de Paraty, onde criticou aqueles que questionam a infalibilidade das urnas eletrônicas. A ministra, que também é ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), enfatizou que a democracia do Brasil está em risco.
A declaração de Cármen Lúcia veio dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter levantado dúvidas sobre a legitimidade das urnas eletrônicas em um evento com representantes de 42 países. A ex-presidente do TSE afirmou: “Eu não acredito mais que alguém em sã consciência tenha dúvidas sobre a urna. Elas passam por um processo de auditoria que é repetido, que é reiterado. São nove provas”.
Além disso, Cármen Lúcia alertou que “vivemos tempos muito difíceis, com muitos riscos, no mundo inteiro, e aqui não é diferente, de fragilização democrática”. A ministra destacou que há aqueles que não gostam de democracia e da liberdade dos outros.
Após as declarações de Flávio Bolsonaro, o PT (Partido dos Trabalhadores), junto com seus aliados, protocolou uma representação no TSE contra o senador e outros três políticos, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e os deputados Gustavo Gayer e Júlia Zanatta. A ação foi motivada pela disseminação de desinformação sobre as urnas eletrônicas.
A representação do PT alega que entre 17 e 21 de julho, os quatro políticos utilizaram um relatório desclassificado da CIA sobre vulnerabilidades do sistema eleitoral da Venezuela para questionar a confiabilidade das eleições brasileiras, embora o documento não mencione o sistema eleitoral do Brasil.
Opinião
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