Economia

Agência Nacional de Mineração revela desafios e potencial mineral da Amazônia Legal

Agência Nacional de Mineração revela desafios e potencial mineral da Amazônia Legal

Um estudo lançado em 23 de julho de 2026 pela Agência Nacional de Mineração (ANM) apresenta um panorama detalhado sobre os minerais críticos e estratégicos na Amazônia Legal. O diagnóstico aponta que a região concentra 48,2% dos processos para esses minerais no Brasil, destacando a importância econômica e os desafios ambientais enfrentados.

Riquezas e investimentos na Amazônia Legal

O estudo revela que os principais estados envolvidos são Pará (51%), Mato Grosso (19%) e Rondônia (10,3%). Dentre as substâncias, o ouro se destaca, presente em 67% dos processos da região, seguido de estanho (10%) e cobre (7,3%). Entre 2006 e 2024, foram investidos R$ 40,4 bilhões em minerais estratégicos, excluindo o minério de ferro, e os aportes em pesquisa mineral totalizaram R$ 4,9 bilhões desde 2003.

Ausência de produção e desafios

Apesar dos investimentos, o estudo aponta a ausência de produção de potássio, terras raras e cobalto na região. O gerente de Economia Mineral da ANM, João Vasconcelos, destaca que reverter essa situação requer mais investimento em pesquisa e parcerias público-privadas, além de uma governança que respeite os direitos dos povos originários e a preservação ambiental.

Desafios socioambientais

O crescimento da demanda global por minerais críticos, essenciais para tecnologias e transição energética, traz à tona a necessidade de conciliar a exploração mineral com a proteção ambiental. O estudo defende a implementação de uma governança socioambiental robusta, que inclua consulta prévia e licenciamento claro, para garantir um aproveitamento mineral responsável.

Opinião

A análise da ANM evidencia a necessidade urgente de uma política mineral que respeite o meio ambiente e os direitos dos povos locais, garantindo um futuro sustentável para a Amazônia Legal.