A proposta “Brasil por elas”, do pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro, busca atrair o eleitorado feminino, que atualmente tende a apoiar o presidente Lula (PT). Segundo a pesquisa Meio/Ideia, divulgada recentemente, a intenção de voto entre mulheres é de 50,4% para Lula e 34,2% para Flávio.
O foco da iniciativa é a economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e uma das principais formuladoras do plano. Filiada ao Republicanos, Marques simboliza a abordagem feminina e a economia liberal da campanha de Flávio. Ela já havia lançado um programa semelhante em 2019, o “Brasil para elas”, em parceria com o Sebrae e a Caixa.
Desafios e Oportunidades
As mulheres representam 53% do eleitorado nacional, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que torna esse segmento crucial nas eleições. A pesquisa Meio/Ideia também revela que a vantagem de Lula sobre Flávio é ainda mais acentuada entre as mulheres, comparada à vantagem que Flávio possui entre os homens.
A saída de Michelle Bolsonaro da presidência do PL Mulher impacta negativamente a pré-campanha de Flávio. Desde que Michelle assumiu em março de 2023, o PL Mulher viu um crescimento de 72 mil filiações femininas, totalizando 397 mil mulheres. A atuação de Michelle foi fundamental para o crescimento do partido, que elegeu 1.005 mulheres nas eleições municipais de 2024.
Propostas para o Eleitorado Feminino
O plano “Brasil por elas” inclui 12 propostas, como a expansão do acesso à internet para 70 milhões de mulheres e a criação de uma assistente de inteligência artificial para facilitar a abertura de empresas e a negociação de crédito. O objetivo é transformar a Caixa Econômica Federal em um banco voltado para microempreendedoras, oferecendo condições favoráveis para as mulheres mais humildes.
Opinião
A mobilização em torno do eleitorado feminino é uma estratégia inteligente, mas Flávio Bolsonaro enfrenta desafios significativos, especialmente com a saída de Michelle, que poderia ter fortalecido sua conexão com as mulheres.





