Política

Tarcísio de Freitas critica fracasso diplomático e tarifa dos EUA que afeta SP

Tarcísio de Freitas critica fracasso diplomático e tarifa dos EUA que afeta SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez duras críticas nesta quarta-feira (22) ao que chamou de “fracasso” da diplomacia brasileira diante da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A medida, anunciada pelo governo de Donald Trump, entrou em vigor hoje e já gera preocupações sobre o impacto na economia brasileira, especialmente no agronegócio e na indústria paulista.

Tarcísio afirmou que a situação não deve ser tratada como uma questão eleitoral. “Não adianta levar isso para o lado eleitoral. Nem para um lado, nem para o outro”, destacou o governador durante evento promovido pela BandNews TV. Ele enfatizou que a falta de negociação e a acomodação por um possível ganho eleitoral foram fatores que contribuíram para o atual cenário.

Impacto da Tarifa e Medidas de Apoio

O governador ressaltou que as empresas estão sendo prejudicadas pela nova sobretaxa e que é necessário agir rapidamente. “Nós temos uma diplomacia competente, mas não podemos ter um fracasso na negociação”, afirmou Tarcísio, ao mencionar a pressão da Seção 301, que resultou na tarifa. Ele elogiou a atuação do Ministério das Relações Exteriores, afirmando que a estratégia de manter as negociações com os EUA é a correta.

Além disso, Tarcísio revelou que pretende repetir a liberação de créditos de ICMS para exportadores, uma medida que foi adotada no ano passado e que trouxe previsibilidade ao fluxo de caixa das empresas. Essa iniciativa pode ser crucial para mitigar os efeitos da tarifa sobre a economia paulista.

Mudança de Tom nas Críticas

As declarações de Tarcísio indicam uma mudança de tom em relação ao tarifaço. Em manifestações anteriores, ele havia concentrado as críticas na decisão do governo americano e cobrado uma reação do governo federal. Agora, o foco parece ser a necessidade de manter um diálogo diplomático e a valorização das ações do Ministério das Relações Exteriores.

Em junho, quando a tarifa ainda era uma proposta, Tarcísio havia criticado a investigação que levou à sua implementação, questionando como os EUA poderiam cobrar questões como desmatamento e direitos de propriedade intelectual. “Como é que os Estados Unidos vão cobrar de alguém e vão falar de desmatamento? Observe o que nós fazemos e o que eles fazem. Isso não faz o menor sentido”, disse na ocasião.

Opinião

A postura de Tarcísio de Freitas reflete uma preocupação real com os efeitos da tarifa na economia paulista e demonstra a importância de uma diplomacia ativa e eficaz para enfrentar desafios comerciais.