Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou que Washington está disposto a negociar para acabar com a crise com o Irã. No entanto, ele alertou que Teerã não está levando as conversas a sério, enquanto o conflito ameaça duas das principais rotas de energia do mundo.
Conflito no Mar Vermelho e Estreito de Ormuz
Durante uma reunião de ministros das Relações Exteriores do Sudeste Asiático, Rubio destacou que a situação se agrava com a recente mudança de rota de três petroleiros que transportavam petróleo saudita para a Ásia, em resposta a ameaças dos houtis do Iêmen. Este grupo, alinhado ao Irã, anunciou um bloqueio naval contra a Arábia Saudita, ampliando o conflito que já se espalhou pelo Golfo desde o início dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, em fevereiro.
O Estreito de Ormuz, uma importante passagem de acesso ao Golfo Pérsico, também está sob ameaça, com o Irã indicando a possibilidade de interromper a navegação na região. Isso torna o Mar Vermelho uma rota alternativa crucial para o transporte de milhões de barris de petróleo saudita.
Cessar-fogo e bombardeios contínuos
Um alto funcionário iraniano revelou que Teerã recebeu uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 10 dias, visando preservar um acordo provisório firmado entre EUA e Irã em junho. No entanto, Rubio questionou a seriedade das negociações por parte de Teerã, afirmando que os EUA estão prontos para proteger seus interesses e os de seus aliados.
Enquanto isso, as forças armadas dos EUA bombardearam alvos no Irã pela 11ª noite consecutiva. Moradores de Teerã relataram explosões, e o Irã já havia atacado instalações militares dos EUA em vários países da região. O presidente Donald Trump informou que 18 militares americanos morreram até agora no conflito.
Impacto no mercado de petróleo
O preço do petróleo Brent subiu, sendo negociado acima de US$ 91 por barril, refletindo a tensão crescente no mercado devido às ameaças dos houtis. A gasolina americana também ultrapassou US$ 4 por galão.
Opinião
A situação entre os EUA e o Irã continua a se deteriorar, e a falta de seriedade nas negociações pode levar a consequências graves não apenas para a região, mas para a economia global.





