Santa Catarina

MPSC revela dados alarmantes sobre feminicídio em Santa Catarina e impacto nas famílias

MPSC revela dados alarmantes sobre feminicídio em Santa Catarina e impacto nas famílias

No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, celebrado em 22 de julho, o MPSC destaca a importância do Mapa do Feminicídio de SC na compreensão da violência letal de gênero e na construção de estratégias de prevenção e proteção às mulheres. Uma cadeira vazia à mesa simboliza a dor de filhos que perderam suas mães, assim como o sofrimento de famílias que tentam reconstruir suas vidas após uma perda irreparável.

O feminicídio é reconhecido como a forma mais extrema da violência de gênero e frequentemente ocorre após sinais prévios, como ameaças e agressões. Para enfrentar essa realidade, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) desenvolveu o Mapa do Feminicídio, que organiza informações sobre os casos registrados no estado e oferece subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Estudo revela dados preocupantes

O estudo, que analisa os casos de feminicídios entre 2020 e 2024, mostra que 65,6% das vítimas eram mães, e 45,9% dessas mães tinham filhos em comum com o agressor. Essa realidade evidencia que o feminicídio não afeta apenas a mulher assassinada, mas também seus filhos e familiares, deixando marcas profundas na comunidade.

A Promotora Chimelly Louise de Resenes Marcon enfatiza a importância da prevenção e da identificação de padrões que podem ajudar a evitar desfechos trágicos. “O feminicídio não afeta apenas a mulher que teve a vida interrompida. Ele também atinge filhos, familiares e toda uma rede de pessoas que convive com as consequências dessa violência”, afirma.

Iniciativas para proteção das crianças

Em uma nova iniciativa, o MPSC, em colaboração com a Polícia Científica, busca identificar crianças e adolescentes que perderam suas mães em casos de feminicídio em Santa Catarina. Atualmente, não existe um levantamento consolidado sobre esse público, e a iniciativa visa garantir o acesso à rede de proteção e benefícios sociais necessários após a violência.

O Mapa do Feminicídio se consolidou como uma referência para pesquisadores e instituições, e já foi apresentado à Ministra das Mulheres, Márcia Helena Carvalho Lopes, como um exemplo de boa prática do MPSC. A mensagem deste Dia Estadual de Combate ao Feminicídio é clara: a conscientização e a responsabilidade coletiva são fundamentais para prevenir novas tragédias.

Opinião

Conscientizar a sociedade sobre os sinais de violência e fortalecer as redes de proteção são passos essenciais para evitar que histórias de dor e perda se repitam.